O calor que sobra: cascata geotérmica para a Ribeira Grande.
O caderno de implementação de uma cascata de calor geotérmico: ponto de partida na Ribeira Grande, retorno esperado e três prompts de IA
Por Armando A. Pereira | Fundador, PVentures Consulting | Membro Sénior do IEEE | Co-fundador, OpenFog Consortium (IEEE 1934) | ex-Presidente, Autonomous Vehicle Computing Consortium | ex-VP/GM Optical BU, Centillium Communications (CMOS PON SoC, certificação NTT)
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O Dossiê™ é a newsletter quinzenal paga da publicação A Caravela™, dedicada à transição digital. Cada edição responde a uma única pergunta de implementação de uma ideia levantada pelo Horizonte™, para ajudar um executivo de uma PME, um presidente de uma cooperativa ou um autarca a decidir os detalhes do projeto. O leitor pode ver, numa só newsletter, a sequência tecnológica, os instrumentos de financiamento, o modelo de retorno e os prompts de IA prontos para usar.
⚡ Sumário executivo
Quatro ideias para levar para a primeira reunião:
1. O recurso é o calor, não a eletricidade.
A ilha já tira calor do subsolo para gerar eletricidade e devolve ao subsolo o que sobra. Esse calor residual, já à superfície e já pago, pode aquecer estufas, secar peixe e sustentar aquacultura ao longo de todo o ano. A modernização da central da Ribeira Grande e a expansão do Pico Vermelho, em curso até ao fim de 2026, são a janela para desenhar agora a cascata, antes de o calor voltar a ser desperdiçado por mais uma geração de equipamento.
2. A cascata multiplica negócios a partir de um único recurso.
Encadeiam-se utilizações por níveis de temperatura: a água mais quente aquece estufas, a morna seca peixe e alimenta aquacultura, a mais fria climatiza edifícios e balneários. Um único recurso passa a sustentar três ou quatro atividades sobrepostas, sem ocupar mais terreno e, no caso da Ribeira Grande, sem perfurar um único poço novo.



